AGORA SIM UM MÉNAGE!
- Van
- 9 de set. de 2021
- 6 min de leitura
Atualizado: 6 de mar. de 2022

Meu primeiro ménage pra valer foi com meu PA (hoje namorado) em 2019. Criamos uma conta no Tinder como um casal para ver se encontrávamos uma mulher que topasse pegar nós dois ao mesmo tempo. Ele era quem cuidava da conta e iniciava as conversas. Mas o que eu mais adoro é que eu mencionei que eu tinha essa vontade (há anos) de fazer um ménage com uma outra mulher no nosso segundo encontro, ele topou na hora (óbvio) e em menos de um mês depois, já tínhamos um match, a Joana!
Depois de já ter trocado umas mensagens com ela, meu PA criou um grupo no whatsapp para começarmos a interagir os três. Uma das primeiras mensagens vindas dela foi uma figurinha de duas xícaras com um “bom dia”. Eu O-D-E-I-O esse tipo de mensagem. Escrevi para ele na hora, dizendo que era mau sinal. Mas depois relevei, até porque ela tinha qualidades que valiam a pena investir, por exemplo, ela já tinha saído por um tempo com outro casal, e eu achei que a experiência dela seria bem interessante para nós, novatos (ele também nunca tinha feito um ménage).
Marcamos de encontrar num bar. No dia, meu PA teve reunião de trabalho até tarde, então eu encontrei com ele no hotel (ele não é de São Paulo), ele tomou um banho rapidinho e fomos a pé até o bar. De mãos dadas, fomos conversando sobre nossas expectativas e ele me disse que tudo ia depender do que eu estivesse a fim. Como a própria Joana já havia falado no nosso grupo no whatsapp, seria a minha primeira vez para valer com uma mulher (à época eu tinha tido uma experiência mais ou menos, sobre a qual conto aqui). Ela já tinha ficado com mulheres e o PA também. Então eu era a mais vulnerável na situação. E meu PA estava reafirmando isso para mim, que ele só faria o que eu estivesse totalmente de acordo. Que a noite não seria sobre ele, mas seria sobre mim! Tão fofo!
Nós dois chegamos primeiro, mas logo Joana também chegou. Eu fui buscar ela na porta, para facilitar. Me senti super “adulta” fazendo isso. Ela estava meio insegura de chegar no bar e nos procurar, então eu fui lá receber ela.
Sentamos numa mesa quadrada pequena, cada um de um lado da mesa, eu meio que no meio. Tinha música ao vivo super alta e o PA quase não conseguia ouvir as conversas. Mas Joana foi super atenciosa e falava devagar para ele entender. Ele fala português, mas a língua mãe dele é o inglês. Joana não falava inglês. Mesmo assim, ficamos conversando um bom tempo e bebendo. Eu e o PA, novatos como eu já mencionei, não tínhamos combinado como nos comunicar se estávamos a fim ou não de transar com ela. Então fiquei o tempo todo sem saber o que ele estava pensando. Ele parecia estar curtindo a conversa e eu também estava. Na verdade, eu estava empolgada de estar lá, conhecendo uma mulher nova, que se arrumou pra nos encontrar. Independente do que mais fosse rolar naquela noite, eu já estava feliz! Já era a coisa mais ousada que eu já tinha feito nesse sentido. Mas não tinha uma tensão sexual no ar.
Até eu ir ao banheiro.
Quando eu voltei, meu PA me disse que eles tinham conversado sobre o “after” e que ambos estavam a fim de continuar a noite, mas que só rolaria se eu estivesse a fim. E eu disse... sim! Acho que foi ele quem sugeriu que eu beijasse Joana então. E foi o que eu fiz. Depois eu troquei de lugar com ele para ele beijar ela também. A adrenalina já correndo nas minhas veias. Ficamos mais um tempinho nessa mesa, mas depois fomos para uma outra, num ambiente menos barulhento.
E aí eu beijei moooito a boca dela. Ela falou uma coisa que ficou marcada para mim: que mulher tem um beijo mais gostoso, mais suave. E eu nem falei nada, mas pensei comigo mesma que isso não era uma coisa que se destacava para mim. Eu só estava louca de tesão.
Em pouco tempo decidimos ir para o quarto do hotel do PA. Ela estava de carro e nos levou até o hotel. No carro, a caminho do hotel, eu parecia uma criança feliz, sentada no banco de trás, mas bem lá na frente, para ficar perto dos dois. Acho que naquele momento eu queria ter mais mãos para poder tocar mais partes daqueles corpos que estavam me dando tanto tesão. Eu não sabia quem ou que parte deles eu tocava mais, me esticando toda para beijar ela e ele também. E para meu PA isso era uma diversão a mais. Ele me olhava e sorria, porque podia perceber o quanto aquilo me deixava realizada.
Chegando no quarto, o clima mais íntimo foi uma delícia. Trocamos beijos entre os três e ver os dois de pé, ali, se beijando na minha frente, é uma das memórias que eu acho que nunca vou esquecer.
A noite foi muito bacana para mim, com muito toque, tesão, prazer e carinho também. Diferente da minha primeira vez com um casal que foi bem mais ou menos, a foda com meu PA e Joana não teve nada de estranho. Tudo fluiu naturalmente e, da minha parte, foi uma experiência maravilhosa. E as melhores partes da transa para mim foram:
Ele comendo ela por trás, ela meio de quatro, me chupando. Enquanto ela gemia com a boca na minha buceta, ele olhava pra mim, me desejando. Além de ser uma situação excitante por si só e eu adorar receber sexo oral, foi um momento de conexão especial com meu PA.
Outra foi quando ele me comeu, tipo papai e mamãe, com ela só observando. Não sei nem como explicar o estado que eu estava naquele momento. Era uma excitação, quase uma euforia, misturada com o prazer físico de ter o pau dele dentro de mim. Aquela mulher do nosso lado, nua e desejando a gente. Meu PA falava pra Joana: “ela não é linda? Espera para ver ela gozar”. E como eu gozei gostoso! O meu lado um pouco exibicionista se deleitou.
Por último (e também foi literalmente a última coisa sexual que aconteceu na noite), ela gozando comigo comendo ela com meus dedos. Brinquei um pouco com o cu dela, massageando de leve, e metia ritmado dois dedos na vagina. Foi um orgasmo intenso! O corpo dela até teve uns espasmos. E ele ficou ali do meu lado, beijando o corpo dela. Foi tipo trabalho de equipe.
No dia seguinte, eu e ele conversamos como ter vivido aquela experiência juntos tinha sido divertido, e também as coisas não tão legais, como nenhum de nós dois tinha ficado super atraído fisicamente por ela. Era muito mais uma coisa da novidade; a ideia de fazer um ménage era tão excitante. Joana tinha sido tão paciente e carinhosa, mas a real era que estávamos em dúvida se teríamos uma segunda vez com ela.
No grupo de whatsapp, estávamos os 3 conversando sobre a noite anterior e eu falei que estava sentindo o cheiro dela na minha pele. O que era total verdade e achei que seria uma coisa que ela ia gostar de ouvir. Era praticamente um elogio. Qual foi a resposta dela? “E o cheiro é bom?”
Aí eu achei que ela estava exagerando na “carência”. Se não fosse bom, eu mencionaria o cheiro? É óbvio que não! Aí foi a gota d´água para nossa decisão de não querer ficar mais com ela (juntando com aquela figurinha de bom dia láaa do começo da história).
Achei que seria respeitoso da nossa parte dizer para ela às claras que não ficaríamos de novo, até porque ela já tinha se manifestado a favor de um novo encontro. Então bolamos 2 respostas individuais agradecendo, mas também “dando o fora” na nossa nova amiga. Eu não queria que ela ficasse esperando a gente marcar de novo e a gente simplesmente sumir.
Mas ela não aceitou bem, mandou uma mensagem educada, mas bloqueou a gente em tudo – IG, whatsapp. Eu achei um pouco extremo, mas ela tem todo direito de reagir do jeito que quiser.
A nossa história com ela terminaria aqui, mas como eu demorei para escrever este texto, tenho um tiquinho mais de informação para compartilhar.
Por volta de um ano depois, em 2020, eu e ele estávamos com a conta de casal no Tinder ativa de novo e demos match com outra Joana. Desta vez eu estava gerenciando a conta e logo falei com ela para mudarmos para um grupo no whatsapp. Ela concordou sem pensar duas vezes.
Eu criei o grupo, mandei mensagem e nada dela responder... Depois ela saiu do grupo, sem dizer nada. Aí eu fiquei pensando “Essa mulher é doida! Acabou de falar comigo que topava falar no grupo e daí sai do grupo assim?”. Resolvi mandar uma mensagem particular para ela, para relembrar quem eu era, vai que... Quando eu mandei a mensagem, a resposta veio, literalmente: “Acho que vc está me confundindo com outra Joana... Até onde eu me lembro saímos deve ter cerca de 1 ano atrás e depois vcs me dispensaram”.
As duas Joanas estavam com praticamente o mesmo nome nos meus contatos, então eu adicionei a Joana errada! Eu estava sozinha em casa quando isso aconteceu, mas se eu pudesse, eu tinha feito um buraco gigante no chão para enfiar minha cabeça. Que vergonha! Sem ter como fingir que não era comigo, assumi o erro e respondi “Aaaah, oi, Joana!! Td bem com vc? Perdão pela confusão”.
E devo ter sido bloqueada de novo.
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