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MEU PRIMEIRO RÉVEILLON SOLTEIRA FOI NUM RETIRO - MAS NÃO TEVE NADA DE ZEN

Foto do escritor: VanVan

Primeira virada de ano para planejar solteira, já era novembro (2019) e eu não sabia o que fazer. Estava com vontade de ir numa festa, com mega shows, talvez no Nordeste. Uma amiga que poderia me acompanhar, também solteira, não queria embarcar nessa ideia - muito caro, muito longe, etc.


Enquanto eu deixava minha mente elaborar o assunto, apareceu para mim um retiro no Nordeste, perto da praia, com atividades ligadas a meditação. Nada a ver com a festona que eu imaginava, mas falei “é esse mesmo que eu tenho que ir” e fechei!


Final de dezembro e eu estava achando fantástico o retiro, uma vibe incrível. No dia 31, a festa da virada teria dj, venda de bebidas alcoólicas, então parecia uma festa como qualquer outra. Parecia, mas a minha experiência definitivamente não foi como nenhuma outra festa de réveillon de que eu já tenha participado.


Na tarde do dia 31 eu conversei bastante e, consequentemente, criei uma conexão com uma outra mulher, Ana, que estava no retiro. Tínhamos a separação em comum. E Ana havia feito amizade com Arnaldo, com quem eu já havia falado brevemente. Na hora da festa, eles estavam curtindo juntos. E eu acabei me juntando a eles.


Arnaldo disse que tinha trazido uísque para o retiro e eu fiquei pedindo a noite inteira. Ele ficava adiando, esperando a festa dar uma esvaziada para ir buscar no quarto dele e nos servir o uísque “contrabandeado”. O bar da festa estava vendendo vinho, cerveja e caipirinha.


Eu tomei uma caipirinha, que ainda dividi com a galera da festa. Depois tomei uns goles das bebidas alheias, até finalmente Arnaldo trazer, na sua garrafa de alumínio (todos levamos garrafas/copos para o retiro para beber água), o Red Label. Aí a festa deu um salto na diversão para nós três. Eu não tinha bebido muito, mas Ana e Arnaldo já tinham bebido bastante antes do uísque.


O dj tocou só música eletrônica e havia uma loira, linda, na casa dos 20 e poucos anos, dançando muito. Sem dúvida, a mais empolgada da festa. E parecia que ela estava me dando mole. A gente se apresentou, falou um pouquinho, descobri que ela era lésbica e que não era participante do retiro, era do staff. E eu fiquei muito a fim de ficar com ela.


Em certo momento, estávamos ela, eu e um participante gay do retiro juntos, dançando. Ele disse para ela que ela era linda e que, se não fosse gay, com certeza ficaria com ela. Ela disse o mesmo para ele. De fato, eram as duas pessoas mais bonitas da festa. Lembro que na hora em que perguntaram minha opinião, uma outra mulher nos interrompeu, e eu perdi a chance de declarar que ficaria com a loira. Em seguida, nem lembro como, acabamos os 3 trocando selinhos. Minha recente amiga Ana viu e também veio atrás de ganhar selinhos.


Depois começamos, eu e Ana, a dar selinhos meio aleatórios (mas nem tanto) em algumas pessoas, uma delas era um menino que parecia ter 17 anos, que era uma gracinha. Ele era um dos filhos de um casal que estava participando do retiro. O menino e a irmã estavam hospedados lá, mas não participavam das atividades de meditação.


Choveu muito, dançamos na chuva mais de uma vez e foi uma delícia! Em uma das vezes que voltamos para pista, depois de dançar na chuva, a lésbica me confessa ao pé do ouvido: “tô fudida, apaixonei na hétero”. Ela se referia à Ana. Eu fiquei tão decepcionada... Mas logo fui brincar com Ana, falando que ela ia furar meus olhos. Nessa hora Ana me fala “você sabe que eu nunca beijei uma mulher?!”. Ela sabia que eu já tinha tido umas experiências com mulheres (assunto para outros textos).


A lésbica um pouco depois sumiu, junto com a minha expectativa de xavecá-la mais para o final da festa. Ela já vinha anunciando que estava bêbada demais, então deduzi que ela tinha chegado no seu limite.


E nesse meio tempo o povo da festa estava pulando na piscina. Toda hora chegava um convite “vamos pra piscina” e eu tinha que recusar porque estava menstruada. Eu só tinha levado absorvente de pano (estava usando um na hora da festa) e um coletor, que poderia atender à necessidade do momento, mas eu não sabia (e ainda não sei) colocar direito e acabaria vazando. Ou seja, sem chance de entrar na piscina. Ana tinha me oferecido um absorvente interno, mas eu já estava me divertindo com a água caindo do céu, então não tinha aceitado.


Até que Ana e Arnaldo resolveram cair na piscina. Fui junto, sentar na beirada. Aí minha roupa começou a molhar (eu vestia top do biquíni, por causa do calor, e uma saia midi) e também fiquei morrendo de vontade de entrar na água. Ana repetiu a oferta e eu decidi aceitar.

Fomos as duas para o quarto dela e, depois que eu coloquei o absorvente, estávamos bem próximas uma da outra, Ana veio de novo com a conversa de que nunca tinha beijado uma mulher. Eu não fazia a menor ideia de que ir ao quarto dela poderia acabar nisso, mas naquele momento não tive dúvida, ela queria experimentar. Então começamos a nos beijar. E tirar a roupa. E Ana: “eu nunca chupei uma mulher”. Adivinha? Sim, deitamos no chão e ela começou a me chupar. Ela ia perguntando “estou fazendo certo?” e eu “tá, tá gostoso!”. Quando eu ia propor de chupá-la, ela perguntou se o Arnaldo não toparia se juntar a nós. Eu disse que com certeza ele toparia e me voluntariei a buscá-lo. Arnaldo havia passado a noite toda dando em cima de nós duas de leve. Durante a festa, Ana ficava me falando: “Arnaldo é só amigo, não rola”. Na hora de chamar para o ménage, ela de novo “ele é só amigo, mas dá para fazer isso na amizade, né?”.


Vesti o top do biquíni e a saia, sem colocar a calcinha, porque estava com o absorvente todo molhado e ensanguentado. Saí para a festa, encontrei Arnaldo e fiz a proposta. Ele, talvez ao mesmo tempo maravilhado e assustado, disse que sim, mas que ia de olhos fechados, até porque ele estava sem os óculos (não se sabia o paradeiro dos óculos naquele momento). Ele, aos seus 43 anos, nunca tinha feito sexo a três e não estava acreditando que ia acontecer. E eu o guiei literalmente, porque ele não abriu mesmo os olhos no caminho até o quarto da Ana.


Chegando no quarto, tivemos uma pegação de pé, coletiva e rápida - teve beijos a três, mãos e bocas pra todos os lados (ou melhor, partes dos corpos). Logo no começo, Ana, que é religiosa, disse “não é pecado, é?” e a gente nem deu muita atenção, distraídos com tantas línguas e peitos e bundas.


Arnaldo estava me masturbando, os dois falando pra eu gozar, e meu orgasmo logo rolou mesmo. Aí Ana queria ser penetrada, mas não tinha camisinha. Eu não acreditava que uma mulher solteira tinha ido viajar sem camisinha na mala, mas novamente me voluntariei. Vesti de novo a saia e o top e fui, sem calcinha, até o meu quarto, que era longe do dela.


Coloquei uns preservativos na minha bolsinha, estava passando pela festa no retorno ao quarto da Ana, quando cruzei com o menino que parecia ter 17 anos (aquele em quem eu já tinha dado um selinho). Em questão de segundos eu percebi que ele estava doido por uns amassos, aí o chamei para pular na piscina (que, até aquele momento, eu não tinha experimentado). Claro que ele topou. Contamos até 3 andando em direção à beira da piscina e pulamos juntos. Na água começamos a nos beijar. Logo ele percebeu que eu estava sem calcinha e ficou mais empolgado ainda. Disse que tinha 23 anos (não pedi RG para confirmar...). Ficamos nos pegando na piscina acho que por uns 10-15 min (outras pessoas que estavam só conversando na água nos observando) e eu disse que precisava ir, porque estavam me esperando (com sujeito indeterminado mesmo).


Corri pro quarto da Ana e, quando cheguei, os dois estavam na cama. Ana já tinha gozado, de acordo com o que me atualizaram, depois de reclamar da minha demora. Quando expliquei o motivo do meu atraso, Ana disse que eu deveria ter chamado o menino para se juntar a nós. Arnaldo se revoltou, dizendo que pinto só o dele naquele quarto.

Arnaldo colocou a camisinha para trepar com ela. Eu nem queria trepar, porque estava com o absorvente. Para falar a verdade, eu estava me divertindo moooito com tudo isso, mas não estava com tanto tesão. Por nenhum dos dois. Então fiquei só olhando, passando a mão nos dois, dando uns beijos aqui e ali, enquanto eles interagiam. Ana, quando Arnaldo estava pronto para meter, disse que queria anal. Pediu para ele começar devagar, com o dedo, e foi o que ele fez. Logo ela disse que já estava satisfeita e não queria mais que ele usasse o pau no cu dela. E, acho que foi nessa hora, ela de novo veio com a preocupação de estar cometendo um pecado terrível: “não é muito errado isso que estamos fazendo, é? Será que eu vou pro inferno?” E eu e Arnaldo, em coro: “nãaaaooo, tá tranquilo, não se preocupa”. Na hora eu não ri, mas eu acho muito engraçado lembrar disso! Era um pouco tarde demais para ela pensar nisso, depois dos três pelados e tendo tocado todas as partes do corpo uns dos outros... era a hora de se jogar só.


Como Ana já tinha se dado por satisfeita, era a vez do Arnaldo. Ele meteu um pouco na Ana, mas meio que perdeu o interesse, então nos revezamos, eu e Ana, chupando e masturbando o pau dele, até ele gozar.


Tendo os três gozado e a festa do retiro terminado, havia chegado a hora de cumprirmos uma promessa que estávamos repetindo durante a festa inteira: pular as 7 ondinhas na praia. O mar estava a uns 30min de caminhada do retiro, mas - ainda bem! - Arnaldo estava de carro. Depois de um tempo considerável de espera para o segurança aparecer para abrir o portão, seguimos para a praia. Estava chovendo um monte. Havia umas pessoas ouvindo música numa parte da praia, mas fomos para um ponto mais afastado. Paramos o carro numa parte menos iluminada e sem sinal de vida humana àquela hora.


Quando vi a areia, eu corri! Os dois gritando para eu esperar, enquanto eles deixavam as roupas em cima duma mesa de um quiosque. Eu tirei a minha roupa e joguei na areia mesmo, correndo o risco de nunca mais achá-las de volta, porque a faixa de areia era enorme (e, como mencionei, estava escuro e chovendo). Mas eu estava me sentindo parte integrante de tudo aquilo, do universo inteiro. Eu estava em êxtase. Não tinha como dar errado, eu pensava na minha cabeça inebriada. Eles me alcançaram, demos as mãos e nós três, nus, contamos e pulamos juntos as 7 ondinhas. Depois mergulhamos e ficamos um pouco no mar. Eu adoro entrar no mar, sempre acho que é revigorante. Mas a energia que eu sentia nesse momento é indescritível. Eu sentia uma felicidade que não cabia em mim!


Devidamente “abençoados” pela chuva, pelo mar e sei lá mais o quê, voltamos para o retiro (eu consegui, de fato, encontrar minha roupa no meio do nada). Já tinha passado das 4h da madrugada. Hora de ir dormir? Ainda não! Resolvemos ir para a piscina.

Achávamos que éramos só nós 3 ainda de pé, quando ouvimos vozes. Havia 2 pessoas sentadas, conversando onde tinha sido a pista da festa. Mais uma vez, eu fui a designada para ir chamar essas 2 pessoas a se juntarem a nós. Era um cara e uma mulher (cujos nomes nem me lembro), cada um debaixo de uma coberta. Eu usei todos os argumentos disponíveis na minha cabeça, mas a mulher não quis de jeito nenhum, disse que já estava completamente seca e não ia se molhar de novo. O cara achei que ia ficar fazendo companhia para ela, mas depois que voltei para a piscina, ele apareceu lá. Dois minutos depois que ele entrou, Ana disse que estava com frio e tinha que se recolher. Arnaldo resolveu acompanhá-la. Então ficamos só eu e o cara na piscina. Aqui cabe contar que esse cara já tinha ficado com metade da mulherada do retiro. No momento em que ficamos a sós, eu soube, assim como você também já deve ter deduzido, que nos beijaríamos. A gente ficou se pegando na piscina e, assim como o menino de 23 (ou 17) anos, quando ele percebeu que eu estava sem calcinha, ficou maluco. Eu até peguei no pau duro dele, mas, apesar de ele insistir infinitamente, eu não ia transar com ele. Não estava a fim (nem achava ele atraente) e estava menstruada. Quando ele se conformou que não ia rolar, depois de muito repetir “você vai me deixar assim, de pau duro? é muita sacanagem, você foi lá me chamar e agora vai me deixar na mão?”, ele saiu e eu passei pela pista para ir para o meu quarto. A mulher ainda estava sentada lá, sozinha, para minha surpresa. Ela ficou falando para eu sentar também, e o cara que estava se pegando comigo colocou uma roupa seca rapidinho e voltou para sentar com ela. Aí ficaram os dois insistindo para eu não ir embora, mas eu resolvi ir dormir. Já estava claro, eram quase 6h da manhã.


Confesso que eu estava numa luta interna, no entanto. Foram tantas pessoas, tantas sensações, tanta alegria, que eu não queria que aquela noite maluca acabasse! Se eu fosse dormir, viria um novo dia, como obviamente aconteceu.


A minha escolha para o final de ano não foi a mega festa, que era minha primeira opção, mas, se tivesse sido, eu não teria tido uma experiência tão inusitada e incrível quanto a que eu tive.


Quando fui contar para meu PA essa história toda, eu enfatizei a coisa de ter sido super excitante, de eu ter me divertido horrores, mas que eu não estava com taaanto tesão. O melhor foi a resposta dele: “Você ficou com metade da festa e não estava com tesão?!?! Imagina se estivesse!” E eu fiquei imaginando...


PS: Mantenho ainda contato pelo whatsapp com Ana e Arnaldo (nomes fictícios). Vivemos uma experiência única juntos que jamais vamos esquecer. Gratidão sem tamanho aos dois!

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© 2019 por Solteira aos quase 40

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