ORGASMO AO SOM DA ROSAS DE OURO
- Van
- 7 de nov. de 2021
- 3 min de leitura

Eu AMO bateria de escola de samba. A batucada mexe com meu interior. Quem sente o mesmo sabe do que eu estou falando. É difícil de explicar para quem não sente. Mas o importante aqui é entender que eu estava no camarote da quadra da Rosas de Ouro (que, apesar do nome, não tinha nada de chique, só uma visão melhor) com uns amigos, logo antes da pandemia, para assistir a um ensaio da escola de samba. Eu estava lá por conta de um evento de onde eu trabalhava. Parte do camarote estava reservada para nós.
Perto do parapeito o tempo todo, felizona com o som e com a energia do lugar, e privilegiada pela vista “aérea” da quadra, é claro que eu não deixei de olhar todo mundo na pista. E uma hora meu olhar cruzou com um cara interessante. Continuamos trocando olhares e sorrisos, percebi que podia rolar alguma coisa. Daqui a pouco mostrei para minha amiga e ela, como sempre, me incentivou. E o cara percebeu que estávamos falando dele. Minha amiga, nada discreta, ficou fazendo sinais para o cara me beijar. Logo combinamos de nos encontrar na pista.
Desci, fui passando no meio daquele mundo de gente (ai, que saudade disso!), com a música super alta e meu corpo vibrando, pronto para dançar e, naquela hora, beijar! Cheguei até nosso ponto de encontro, vi o cara e confesso que não me lembro o que falamos um para o outro. Provavelmente alguma coisa do tipo “estava te olhando a noite toda”, “gostei de você” e xavecos do gênero. Começamos a nos beijar, ali no meio de todo mundo e rapidinho ele me puxou pelo braço, me levando para encostar na parede. Não tinha espaço vago, mas não foi problema para ele, ele foi se enfiando entre as pessoas e criando espaço para gente. Ele encostou na parede e eu fiquei de costas para a multidão.
Eu estava vestindo um body (que tinha um abacaxi de lantejoulas) e uma saia verde por cima. Não sei nem dizer como, mas - de novo mostrando suas habilidades em achar um jeito de conseguir o que quer - ele conseguiu encontrar o caminho até o meu clitóris, sem tirar minha roupa, quando o beijo esquentou. Minha mão no pau dele por cima da roupa mesmo e ele sussurrando no meu ouvido que eu era gostosa e que ele queria me comer. Uma mão na minha buceta e outra nas minhas costas, me puxando contra ele. Que delícia!!
Nem bêbada eu estava, mas também nem liguei se tinha alguém vendo. Era tanta gente, que acho que ninguém nem presta atenção a “detalhes”, se é que se pode chamar de “detalhe” um cara masturbando uma mulher no meio de uma multidão.
Eu só me entreguei! E a música alta permitia que eu gemesse, porque mal ele podia me ouvir, imagina o resto do povo à nossa volta. E não demorou para eu gozar. Quando eu acabei, ele me disse que queria finalizar nossa história quando o ensaio da escola de samba terminasse. Eu disse ok e nos separamos. Eu voltei pro camarote e ele pra rodinha de amigos dele.
Quando contei para minha amiga o que tinha acontecido, ela não acreditava. Eu também não... eu nunca imaginei que descer para ir beijar o cara acabaria num orgasmo, ali mesmo! Aconteceu tudo muito rápido. Mas foi super legal!
Um tempinho depois o ensaio já estava meio que acabando, então resolvemos ir embora. Eu não sabia mais onde o cara e o grupo de amigos dele estavam. Como eu já tinha ganhado minha noite e o papo não foi o forte na nossa interação, eu nem queria sair de lá com ele para trepar. Estava torcendo para nem encontrar com ele mais. Mas assim que a gente saiu da quadra, vi ele na calçada, com os amigos. Eu, besta, estava me esforçando para que ele não me visse (e ele não me viu de fato), mas ele muito provavelmente nem queria me encontrar também. Hoje eu penso “será quantos orgasmos que ele forneceu naquela quadra de escola de samba?”.
*e se ainda não leu sobre outros locais públicos onde já gozei, leia aqui
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